Políticas anti-trans no Brasil: analisando violências contra pessoas trans

Não é raro notar que corpos dissidentes que fogem à normalidade estabelecida pela sociedade cis-hétero-branca são alvos fáceis de serem atingidos pelas suas políticas- econômicas de extermínios, pelo menos é isso que sugere uma análise crítica dos dados mais recentes (2020) que foram laçados pela Associação Nacional de Travestis e Transexuis (ANTRA), isto é, houve um aumento de 90% nos primeiros meses do ano de casos de assassinatos de corpos trans e um aumento de 13% no número de casos no 2º/2020 quando comparado ao mesmo período do ano interior (2019). Mas o que isso significa?

Os dilemas das mulheres que estão em situação de violência em tempos de pandemia no Brasil

Por Gabriela de Cássia Savério Rocha: A violência contra a mulher é um fenômeno que está presente todos os dias nas vidas das mulheres brasileiras, e em tempos de pandemia essa violência se revelou bastante pungente e problemática. Ainda se entende que a expressão “violência contra a mulher” é bastante abrangente e, na maioria das vezes, empregadas como sinônimos de violência de gênero, intrafamiliar, conjugal e doméstica.

Resenha: Aproximações da série Irmandade com o Primeiro Comando da Capital

A série “Irmandade” (2019) é produzida pela empresa de filmes e séries via streaming “Netflix”, pela direção de Pedro Morelli o responsável de produzir essa série. O conteúdo dessa produção é um drama que conta a narrativa de uma organização dos presos dentro do sistema penitenciário paulista. Segundo o diretor, a ‘facção’ “Irmandade” não teve um baseamento direto de uma facção da realidade, ou seja, a invenção da irmandade não tinha um alinhamento com qualquer organização dos presos que existe na vida real. Entretanto, o diretor afirma que para criar a organização, teve um estudo detalhado sobre a ética, normas, condutas e linguagens que muitos comandos utilizam nas suas próprias relações no Brasil. O intuito dessa resenha é justamente analisar, apontamentos intrínsecos entre a facção Irmandade e o Primeiro Comando da Capital (PCC). 

Luis Fernando de Castro Vascon

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Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Estadual Paulista – UNESP. Membro do GESP – Grupo de Estudos em Segurança Pública orientado pelo Professor Doutor Luis Antônio Francisco de Souza. Atua em conjunto ao Núcleo de Ensino da UNESP de Marília, na elaboração de materiais didáticos, pesquisas e promoção na utilização de tecnologias da informação e comunicação no ensino de sociologia. (Texto informado pelo autor)

Luís Antônio Francisco de Souza

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Cursou Graduação (1987) e Licenciatura (1994) em Ciências Sociais na Universidade de São Paulo. Cursou mestrado (1992) e Doutorado (1998) em Sociologia na Universidade de São Paulo, com Estágio Sanduíche na Universidade de Toronto, Canadá (1995-1996), sob supervisão de Robert W. Shirley. Pesquisador na área de História da Polícia Civil, Processo Criminal, Violência Policial, Controle Externo sobre a Polícia, Políticas de Segurança Pública, Políticas Locais de Segurança, Violência e Direitos Humanos. É Livre-Docente na Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Unesp, campus de Marília, atuando nos cursos de Graduação em Ciências Sociais e no curso de Pós-Graduação em Ciências Sociais, no nível de mestrado e de doutorado, tendo orientado várias dissertações de mestrado, teses de doutorado e supervisões de pós-doutorado. Disciplinas lecionadas na Graduação: Teoria Sociológica II e Sociologia do Conhecimento. Disciplina lecionada na Pós-Graduação: Reflexões sobre Crime, Violência e Punição. É coordenador científico do Observatório de Segurança Pública (OSP), do Observatório da Condição Juvenil (OCJovem), do Grupo de Estudos em Segurança Pública (GESP) e do Grupo de Estudos da Condição Juvenil (Gejuve). Site dos projetos e demais atividades dos grupos: www.observatoriodeseguranca.org. É líder do Grupo de Pesquisa do CNPq: Observatório de Segurança Pública. Foi chefe do Departamento de Sociologia e Antropologia (2009-2012). Foi pesquisador visitante do IPEA ? Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, dentro do Programa de Pesquisa para o Desenvolvimento Nacional – PNPD, conjuntamente com a Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça – SAL: Programa Pensando o Direito (2015). Coordenou pesquisas sobre vitimização da mulher no sistema de justiça criminal, edital conjunto CNPq e Secretaria de Política para Mulheres (2011-2015). Coordenou pesquisa sobre atos infracionais na Varas da Infância e Juventude em São Paulo (2011-2013). Todas as pesquisas contaram com financiamento do CNPq, da Fapesp e da Unesp. Foi coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Unesp, campus de Marília (2014-2017).