Governo elogia diretor de presídio que confinou presos

Notícia da imprensa (Folha de S. Paulo, 03/07/2007). O governo do Estado elogiou oficialmente, por meio de resolução, servidores e o diretor da Penitenciária de Araraquara, Roberto Medina, pela atuação após a rebelião de junho de 2006, que destruiu o presídio, provocou o confinamento de 1.400 detentos onde cabiam 160 e levou o Brasil ao banco dos réus da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Após a rebelião, a direção do presídio mandou confinar os presos em um único pavilhão, que não comportava nem 10% dos detentos. As portas do local foram lacradas, e alimentos e medicamentos eram entregues aos presos por meio de cordas lançadas pelo teto. “O que levou o Brasil a ser condenado foi a falta de capacidade do Estado em resolver a situação. O diretor do presídio não tinha como resolve-la sozinho”, diz Roberto Fiori, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB. Procurada, a Secretaria da Administração Penitenciária não quis se manifestar.