Notícia da imprensa (Folha Online, 15/04/2010).
Depois de encerrar sua primeira fase sem encontrar ossadas de guerrilheiros, as buscas na região do Araguaia serão retomadas com atraso. A previsão era de reiniciar os trabalhos em abril, com o fim do período das chuvas na região, mas as buscas só devem começar em maio.
Até agora, só foram enviadas ao Araguaia equipes para entrevistar camponeses e moradores da região, método que é questionado por entidades e movimentos. Mais equipes de "ouvidoria", como são chamadas pelo Ministério da Defesa, devem chegar ao Araguaia nesta semana. Somente na próxima semana o grupo que percorre a área irá entregar um cronograma do trabalho que vai se estender até o mês de outubro.
O GTT (Grupo de Trabalho Tocantins), criado pelo Ministério da Defesa no ano passado, percorreu o Araguaia (sudeste do Pará e norte do Tocantins) entre julho e outubro do ano passado, depois de a Justiça Federal determinar a entrega das ossadas de guerrilheiros desaparecidos na selva amazônica às famílias.
A nova fase de buscas não tem sequer previsão de gastos. Questionado pela Folha, o ministério respondeu por e-mail que "será alocado o que for necessário à execução dos trabalhos". No ano passado, foram gastos R$ 2,4 milhões.
Em maio, até 150 pessoas deverão participar dos trabalhos de busca, incluindo geólogos, antropólogos forenses, peritos criminais, observadores independentes, além de militares e do pessoal de apoio logístico.



