Polícia instaura inquérito para apurar homofobia em jornal estudantil da USP

Notícia da imprensa (O Estado de S. Paulo, 28/04/2010).

A Polícia Civil de São Paulo instaurou inquérito para investigar os responsáveis pelo texto homofóbico divulgado pelo jornal O Parasita, que circula por meio da internet entre os estudantes da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP). Na edição de abril, o jornal apócrifo ofereceu convites para uma festa da faculdade aos estudantes do curso que jogassem fezes em gays.

O inquérito foi instaurado na segunda-feira, 26, pela delegada Margarette Corrêa Barreto, titular da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), a pedido da Defensoria Pública de São Paulo e da Secretaria de Justiça. A responsável pelo caso será a delegada assistente do Decradi Daniele Branco.

Em entrevista por telefone, Maíra Coraci Diniz, defensora pública de São Paulo e coordenadora do Núcleo de Combate à Discriminação, Racismo e Preconceito, disse que há na Defensoria de São Paulo, atualmente, cerca de 50 casos envolvendo discriminação a homossexuais. A intenção, no episódio envolvendo os alunos da USP, é penalizar administrativamente os autores da violência, recorrendo a uma lei estadual que multa quem comete homofobia. A multa, que pode chegar a R$ 20 mil, será destinada a um fundo que financia políticas públicas na área da diversidade sexual em São Paulo.