Notícia da imprensa (Folha Online, 27/06/2010).
O centro de São Paulo, local em que fica a área conhecida como cracolândia, símbolo nacional do uso indiscriminado do crack, é a região onde essa droga é menos apreendida na cidade.
Foram nas zonas norte e oeste da capital paulista - com 36 quilos cada - onde as forças de segurança mais acharam crack no ano passado, aponta estudo inédito do Ministério Público Estadual sobre tráfico de drogas.
Um exemplo dessa pulverização da oferta de crack nos pontos de tráfico fora do centro de São Paulo é uma região conhecida como a nova cracolândia, esta localizada na rua Idioma Esperanto, em São Miguel Paulista, no extremo leste do município.
O estudo do Gaerpa (Grupo Especial de Repressão e Prevenção aos Crimes Previstos na Lei Antitóxicos), elaborado pelo Ministério Público Estadual, teve como base casos em que maiores de 18 anos foram presos em flagrante em 2009, sob a acusação de traficar drogas.
Como a baixa quantidade de crack apreendida no centro chamou a atenção, o Gaerpa fez um novo recorte, desta vez levando em conta não a quantidade apreendida mas o número de ocorrências envolvendo a droga.
Descobriu que a cracolândia fica em terceiro lugar quando se trata de ocorrências. Foram 361 casos.
Isso comprova que quem é preso na região central por tráfico de crack quase sempre é flagrado com uma pequena quantidade da droga.
Essa análise revelou que as zonas norte (355) e oeste (107), líderes na quantidade de crack apreendido, são as duas últimas em total de casos. A zona sul liderou com 552 e a zona leste teve 454.



