Exportadores de armas devem reforçar controle no transporte, diz Anistia Internacional

Notícia da imprensa (Folha Online, 18/07/2010).

Os Estados exportadores de armas devem reforçar o controle sobre os transportes para evitar que elas sejam desviadas para países que violam os direitos humanos e cometem crimes de guerra, afirma a AI (Anistia Internacional) em um relatório publicado nesta noite em Londres (segunda-feira, no horário local do Reino Unido).

Segundo esse documento, as empresas de transporte com matrícula no Reino Unido, França, Rússia, China e Estados Unidos -- os cinco países membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU -- enviam armas convencionais e munições para países onde podem ser utilizadas para cometer violações aos direitos humanos e crimes de guerra.

A Anistia afirma que armas de fragmentação, enviadas em navios matriculados no Reino Unido e operados por companhias britânicas e alemãs, foram entregues ao exército paquistanês por meio da Coreia do Sul entre março de 2008 e fevereiro de 2010.

Essas entregas foram feitas violando o compromisso britânico e alemão de renunciar totalmente à venda e ao uso de bombas de fragmentação, lembra a Anistia, a duas semanas de entrar em vigor a Convenção de Oslo (que proíbe o uso, a produção e o transporte desse tipo de armas).

A Anistia cita também o exemplo de partes de metralhadoras e de baterias antiaéreas provenientes da Bulgária e destinadas a Ruanda que viajaram em um avião até Paris e depois para Nairóbi e que jamais chegaram a Quigali.