Diário de alguns detentos

UOL: Por bIANKA vIEIRA

 

Eles adentram prisões em Minas Gerais para ensinar jornalismo e fotografia a detentos. O resultado? Uma revista repleta de histórias nunca ouvidas (ou lidas) antes

 

Depois das cabeças decepadas e de todo o sangue derramado nas rebeliões penitenciárias do Norte do país, no começo deste ano, pouco ou nada mudou na situação dos presídios brasileiros: nosso sistema carcerário permanece em crise e parte da sociedade continua a lançar um olhar punitivo sobre os condenados. Mas e quem está do lado de dentro? O que pensam os presidiários, afinal? É em meio a esse contexto tumultuado que surge A Estrela, uma revista feita, do começo ao fim, por mulheres e homens do cárcere.

Parte do Projeto VOZ, que reúne uma série de iniciativas com a população carcerária, a revista é resultado de aulas ministradas pela jornalista Natália Martino e pelo fotógrafo Leo Drumond dentro de centros de detenção. “Todo o processo costuma levar uma semana. Nos dois primeiros dias, temos aulas teóricas com conceitos da comunicação e oficina de fotografia e, desde o começo, já deixamos as câmeras com as pessoas para que elas possam se familiarizar”, conta Leo. A série de workshops inclui ainda oficinas de texto jornalístico, discussão de pauta e aparato para produção em vídeo. 

O nome da revista, eles contam, veio por conta de um achado de muitas décadas atrás. Parceiros de trabalho há algum tempo, Leo e Natália já pensavam em criar um projeto jornalístico com presos, mas acabaram se deparando com algo parecido que fora feito nos anos 40 — o periódico A Estrela, produzido na Penitenciária Central do Distrito Federal (que na época ainda era no Rio de Janeiro). Assim, em 2014, a revista que se chamaria “Voz” adotou o mesmo nome como homenagem.

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