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Seminário Nacional de Segurança Pública e Combate à Homofobia
O Seminário Nacional de Segurança Pública e Combate à Homofobia foi realizado em abril de 2007 pelo Grupo Arco-Íris de Conscientização Homossexual em parceria com o Movimento D’ELLAS, entre outras, co-financiado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH) e Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça (SENASP).
O seminário articulou propostas e discutiu políticas publicas que incidem no combate a homofobia, elaborando diretrizes para o plano Nacional de Segurança Publica e Combate a Homofobia. O seminário por sua vez constitui parte das ações estratégicas do Programa Brasil sem Homofobia.
Confira o Relatório Resumido de Propostas do I Seminário Nacional de Segurança Pública e Combate à Homofobia.
O livro Juventude e Sexualidade coordenado pelas pesquisadoras Mary Garcia Castro, Miriam Abramovay e Lorena Bernadete da Silva constitui um grande esforço de compreensão da juventude brasileira e debate teórico-político sobre as sexualidades entre jovens. A pesquisa percorreu longo caminho, desde 1997 quando a Unesco começou a mapear a juventude brasileira, culminando na publicação em 2004. Trata-se de uma análise que privilegia o tecido social que se forma na escola e entre os atores; uma trama é revelada como palco de percepções, representações e comportamentos que incidem entre pais, professores e alunos. A pesquisa foi co-promovida pela Unesco e contou com apoio do Banco Mundial, CNPq, CONSED, Instituto Ayrton Senna, Fundação Ford, Secretaria Especial dos Direitos Humanos/MJ, UNAIDS, UNDIME, SAID e Coordenação Nacional de DST/Aids/MS.
A pesquisa abrange longa temática que envolve sexualidade e juventude, consegue mapear e aportar para debates teórico-político sobre vulnerabilidades, capital cultural e social de juventudes e reflexões sobre estereótipos, preconceitos, como o sexismo, o racismo, a homofobia e as violências.
O quadro é amplo e complexo diante a percepção de rapazes e moças sobre o que é violência. No que tange a homofobia o estudo revelou percepções distintas entre os diversos alunos entrevistados, a pesquisa propôs analisar a percepção de jovens sobre as mais graves formas de violência e percebe-se que a uma singularidade entre os jovens e as jovens. Bater em homossexuais é classificada pelas jovens como a terceira violência mais grave, enquanto para os jovens ela ocupa a sexta posição. As percepções entre alunos diante as homossexualidades também incidem em preconceito e discriminação, sendo que entre 18% e 12% dos alunos entrevistados nas capitais pesquisadas concordam com a assertiva de que a Homossexualidade é uma doença.
Os marcadores de gênero revelam singularidades, cerca de 28% dos alunos do ensino fundamental e médio do estado de São Paulo não gostariam de ter homossexuais como colegas de classe, essa proporção aumenta quando considerados apenas os alunos do sexo masculino: cerca de 41% dos meninos não toleram colegas gays ou lésbicas. Fenômeno masculino? Outros cenários são privilegiados pela pesquisa, como as interações e percepções de pais e professores; o horizonte traçado não é menos preocupante. Por sua vez a pesquisa também ensaia um debate político para políticas públicas com as juventudes e a escola, principalmente em seu enfoque diante as violências e os processos de aproximação/distanciamento entre os sujeitos, maneiras de hierarquizar e discriminar.
Acesse o texto completo Juventude e sexualidade de Miriam Abramovay, Mary Garcia Castro e Lorena Bernadete da Silva. Brasília: UNESCO Brasil, 2004.



