Boas Práticas
Folha de São Paulo, 28/07/2010
Mercado
SAMANTHA LIMA
DO RIO
A ressocialização de presos começa, enfim, a fazer parte das preocupações de grandes empresas. Petrobras e Usiminas são algumas das (poucas) companhias que estão investindo em novas chances profissionais para os chamados egressos.
A Usiminas decidiu, no ano passado, contratar 16 ex-presos como operadores de tratores, eletricistas e soldadores na mina de Itaúna. "Tivemos um demitido, uma média normal. Queremos contratar mais", diz Helena Pessin, superintendente de desenvolvimento humano da siderúrgica.
Em Minas, a contratação de ex-detentos é alvo do projeto Minas pela Paz, ação das dez maiores indústrias contra a violência. Desde o ano passado, o programa oferece a eles, por meio de parcerias, formação escolar e profissionalizante, além de estimular a criação de vagas. Um programa do governo mineiro cadastra os egressos interessados em trabalhar.
Em um ano, foram preparados 800 egressos e, destes, 300 foram contratados. Boa parte foi para os canteiros da construtora Masb, além da Usiminas. A Fiat também deve contratar em breve.
A Petrobras patrocina, há quatro anos, o projeto Incubadora de Empreendimentos para Egressos, com R$ 1,6 milhão por ano. Neste ano, 200 serão selecionados para o curso de formação de empreendedores, que ensina a administrar um negócio.
Ex-eletricitário, o carioca Fábio Lima fez uma única incursão no crime, que lhe rendeu um tiro e três anos de pena. Em 2007, saiu da cadeia e foi selecionado para o curso da Petrobras.
Durante dois anos, aprendeu a escolher fornecedores, controlar o caixa e cuidar da documentação e dos impostos. Enquanto isso, criou a Art Choco, que fornece doces para bufês de eventos. Trabalha com a mulher e emprega dois funcionários. "Antes a gente gastava e não via retorno. Agora, temos receita mensal de R$ 5.000 e lucro de R$ 2.000. Nem penso no que passou", diz Lima.
ESCASSEZ
O Ministério da Justiça não tem dados sobre egressos no país, mas, em Minas, calcula-se que 6.000 pessoas deixem a prisão por ano -apenas 2.000 buscam o cadastro do governo para emprego.
"Isso mostra a distância do que ainda precisa ser feito", diz Enéas Melo, coordenador do Minas pela Paz. Segundo Melo, 80% dos egressos voltam para o crime. "Quem tem oportunidade não tem recaída." Para ele, o preconceito das empresas ainda é forte -e injustificado.
Notícia da imprensa (Diário do Grande ABC, 26/06/2010).
Projeto que começou há quase três anos em São Bernardo pode se tornar modelo de política para tratar a violência nas escolas públicas no País. A Parceria na Construção de uma Cultura de Paz no Ambiente Escolar ou Programa Força Tarefa, como é mais conhecido, envolve diversos órgãos do município, Secretaria Estadual de Educação e entidades que atuam diretamente com jovens e adolescentes. A iniciativa foi da Promotoria de Justiça da Infância e Juventude da cidade.
Em entrevista ao Diário, a promotora Vera Lúcia Acayaba de Toledo, adiantou o que vem sendo feito em conjunto com os órgãos e que será apresentado na primeira quinzena de setembro.
Trata-se de um material pedagógico elaborado pelos especialistas, composto por caderno informativo e dois vídeos para educadores e estudantes. Há sete anos ocupando o cargo, a promotora comemora o sucesso do projeto, afirmando que o resultado é fruto do trabalho em equipe e do envolvimento voluntário de todos.
Governo aposta em jovens emconflito com a lei para combater o problema.
O Brasil pretende investir pesado no combate aocrack. Na abertura da 12ª Semana Nacional Sobre Drogas, ontem (21), em Brasília(DF), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a integração de ações dogoverno para tentar resolver o problema. A ideia é atrair os jovens que cumpremmedidas socioeducativas, as maiores vítimas da droga, e alertar a sociedade pormeio de parcerias com estes jovens. Os juizados especiais criminais tambémestão na mira do governo. De acordo com a secretária nacional de Políticassobre Drogas, Paulina Duarte, o governo vai apoiar o Judiciário no cumprimentode medidas socioeducativas previstas na Lei de Drogas e no Estatuto da Criançae do Adolescente (ECA). O apoio se dará com cursos de capacitação para osprofissionais que trabalham na área, e serão realizados em parceria com aUniversidade de São Paulo (USP). Também serão realizados seminários regionais.
Fonte: A notícia foi publicadanos principais jornais do País – 22/06/2010
Portal - Observatório Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente
Guia online para jornalistas sobre violência sexual infantojuvenil é lançado
Autor: GESTOR NACIONAL
Resumo
A ANDI, em parceria com a SEDH, criou um guia de referência para profissionais da área de comunicação que enfrentam o desafio de escrever sobre a violência sexual sofrida por meninos e meninas em todo o Brasil. O hot site foi criado para servir como guia de referência a profissionais da área de comunicação que enfrentam o desafio de escrever sobre a violência sexual sofrida por meninos e meninas em todo o Brasil. A intenção é oferecer orientações aos jornalistas de todos os meios (impressos, digitais, televisivos e radiofônicos) a fim de que possam qualificar sua atuação na cobertura deste tema.
Neste espaço, você vai encontrar uma seção tira-dúvidas com conceitos básicos como: abuso, exploração sexual, tráfico ou pornografia infantil. Além disso você terá indicações sobre as principais leis relativas ao assunto, os sites mais interessantes para pesquisa e os documentos de referência. O hot site também oferece dicas para tornar mais segura e efetiva a apuração ou produção das reportagens.
A violência sexual contra crianças e adolescentes é ainda um tema delicado para muitas redações, que tratam o problema unicamente como um caso de polícia. Com os conteúdos disponibilizados neste site, o tema poderá ser compreendido pelos jornalistas como uma questão de política pública que assegure a segurança e o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes brasileiros.
Para acessar o guia: http://violenciasexual.andi.org.br/
Fonte: Andi.
Notícia da imprensa (Carta Capital, 27/05/2010).
A Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, uma articulação nacional voltada para a defesa dos direitos humanos e saúde integral das mulheres, está impulsionando no Brasil a Campanha Ponto Final Na Violência Contra Mulheres e Meninas. A Ponto Final tem como meta eliminar a aceitação social de todas as formas de violência contra as mulheres nos diversos níveis sociais, com a intensidade e cobertura necessárias para criar uma mobilização de longo prazo direcionada a erradicação da violência.
A Campanha Ponto Final na Violência contra Mulheres e Meninas tem na coordenação para a região da América Latina e do Caribe a Rede de Saúde das Mulheres Latinoamericanas e do Caribe - RSMLAC e é resultante de parceria com a agência de financiamento internacional Oxfam-Novib. No Brasil, além da Rede Feminista de Saúde, integram a Coordenação Geral a Rede de Homens pela Equidade de Gênero - RHEG, de Recife,Pernambuco, AGENDE - Ações de Gênero, Cidadania e Desenvolvimento, de Brasília/DF e o Coletivo Feminino Plural, de Porto Alegre/RS. Trata-se de uma experiência já desenvolvida em vários países da Ásia e África que foi adequada ao contexto latino-americano e caribenho.
Nesta sexta-feira, a Campanha passa a desenvolver-se, simultaneamente, no Brasil, Bolívia, Haiti e Guatemala, numa data que marca o Dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher. A escolha deste dia para o lançamento nacional e internacional relaciona-se aos impactos danosos da violência contra a saúde integral das mulheres e meninas. A Ponto Final se baseia em fundamentos éticos acordados internacionalmente acerca da responsabilidade com as mulheres em situação de violência, de forma a jamais expor suas vidas em risco, trabalhar em rede e incluir lideranças já existentes nas comunidades. É uma ação complementar a todos os esforços já existentes, governamentais e não-governamentais cujo foco é o enfrentamento da violência contra as mulheres, bem como o compartilhamento de estratégias com redes, articulações, organizações, pessoas e profissionais de um modo geral.
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