Notícia da imprensa (Jornal da Manhã, 07/08/2010).
Conforme prevê a Lei Maria da Penha, a mulher pode e deve viver sem violência, ter sua saúde física e mental preservada e ter acesso ao aperfeiçoamento moral, intelectual e social. Criar as condições para isso cabe à família, sociedade e poder público. Dentro desse princípio, o Centro de Referência da Mulher, a ser inaugurado em Marília, promete ser um marco na preservação e recuperação desses direitos.
Em no máximo dois meses a chamada Casa da Mulher deve estar funcionando. A previsão é da coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres, Marina Ravazzi. Segundo ela, o espaço, mantido pela administração municipal, vai acolher e encaminhar as mulheres para os serviços disponíveis e a proposta é que ele atraia as vítimas antes que elas cheguem a uma situação extrema de necessidade de abrigamento.
O município já teve abrigo para mulheres vítimas de violência, mas decidiu pelo seu fechamento. “A Lei Maria da Penha prevê a abertura de serviços e instituições para atender a mulher. Não optamos por abrigos porque acreditamos que eles enfraquecem a própria Lei”, afirmou Ravazzi. Segundo ela, a Maria da Penha prevê até a prisão por mais tempo do agressor e não o encarceramento da vítima. Conforme informou a coordenadora, o poder judiciário tem optado pela medida de afastamento do agressor, que tem cumprido a determinação porque sabe que se desrespeitá-la será preso. Por outro lado, através do Centro de Referência será possível “cuidar” melhor das mulheres vítimas de violência, para que se recuperem e voltem a se socializar e não fiquem “presas” em um abrigo sigiloso.



