Polícia

PM prende 26 em três dias de operação contra o crime

Notícia da imprensa (Diário do Grande ABC, 03/05/2010).

A Polícia Militar concluiu, na noite de ontem, a operação Visibilidade e Bloqueio pelas ruas e avenidas das cidades da região e no Estado de São Paulo. No total, 26 pessoas foram presas em flagrante e cinco menores encaminhados para a Fundação Casa por terem se envolvido em diversas atividades criminosas no Grande ABC até as 20h de ontem.

Os bloqueios policiais começaram na manhã de sexta-feira nas sete cidades. Em levantamento parcial, 73.213 pessoas foram abordadas e seis fugitivos do sistema penitenciário recapturados.

A PM fiscalizou 891 automóveis e 1.333 motocicletas e apreendeu 38 carros e 83 motos com algum tipo de irregularidade, além de ter recuperado 42 veículos com queixa de roubo e furto. Também foram apreendidas três armas (carabina calibre .40, metralhadora UZI e um revólver calibre 38), além de uma faca.

O principal objetivo dos policiais na região foi o combate ao tráfico de entorpecentes. Segundo o coronel José Luís Martins Navarro, comandante da PM na região, o objetivo foi alcançado já nos preparativos da operação.

"Nós conseguimos tirar de circulação mais de 250 quilos de drogas apenas no planejamento. Esse foi um grande prejuízo para os traficantes da região", comenta o coronel Navarro.

No total, seis ônibus e dois estabelecimentos comerciais foram vistoriados. Os policiais aplicaram 421 multas de trânsito e apreenderam 132 Certificados de Registro e Licenciamento de Veículo.

Participaram da operação Visibilidade e Bloqueio 462 policiais militares, 97 viaturas, 18 motocicletas e 12 cavalos nas sete cidades.

Noite de violência para policiais

Notícia da imprensa (Diário de S. Paulo, 02/05/2010).

A noite da última sexta-feira foi marcada pela violência contra policiais no estado de São Paulo. Na capital, um policial civil foi assassinado na Vila Brasilândia, Zona Norte, e um PM foi baleado na região do Parque São Lucas, Zona Leste. Os dois reagiram a assaltos e trocaram tiros com os bandidos. Em São Joaquim da Barra, a 382 quilômetros de São Paulo, um carcereiro foi morto durante uma fuga de presos da cadeia pública.

Polícia Civil investiga participação de PMs em mortes no litoral de SP

Notícia da imprensa (G1, 01/05/2010).

Policiais militares que atuariam em um grupo de extermínio são os principais suspeitos dos assassinatos em série registrados na Baixada Santista. Entre 17 e 26 de abril, 23 pessoas foram mortas na região. Nenhum crime foi esclarecido. A principal tese é de que os PMs pertençam à gangue "Os Ninjas" e que os crimes tenham começado após um policial da Força Tática ter sido executado por traficantes na periferia do Guarujá.

Segundo testemunhas, os policiais que atuam no grupo usam capuz preto e geralmente atacam suas vítimas - na maior parte criminosos ligados ao tráfico de drogas no litoral sul do Estado - em dupla e em motos.

"A série de crimes começou depois que um policial foi assassinado. Existe essa suspeita de eles terem sido praticados por vingança", afirmou o delegado seccional da Baixada Santista, Roni da Silva Oliveira.

O mesmo argumento é defendido pelo delegado Sérgio Lemos Nassur, titular do 1.º Distrito Policial do Guarujá. "Temos informações deste grupo de extermínio. Eles executam pessoas ligadas ao tráfico. A atuação do policial da Força Tática estaria atrapalhando a vida dos traficantes."

Até sexta-feira (30), nenhuma pessoa havia sido presa pela polícia. O titular da seccional de Santos não descarta a possibilidade de boa parte dos assassinatos terem sido realizados como acerto de contas. "Existe também a chance de alguém aproveitar esse momento para executar o grupo rival", afirmou.

A Corregedoria da PM informou que assim que tomar conhecimento das denúncias irá abrir um processo interno para investigar o caso.

Ganha força hipótese de ligação de PMs com assassinatos no litoral

Folha de São Paulo, 02 de maio de 2010

Cotidiano

Ganhou força a hipótese de que um grupo de extermínio formado por policiais militares esteja por trás de parte dos 23 assassinatos na Baixada Santista entre os dias 17 e 26 de abril.
Essa possibilidade se tornou a principal linha de investigação da Polícia Civil no litoral.
Cogitada desde o início, como vingança à morte de um policial no distrito de Vicente de Carvalho, ela havia sido deixada em segundo plano, já que há pessoas ligadas à polícia entre as vítimas, inclusive o parente de um policial.
Isso destacou outra hipótese, que também está sendo investigada, de disputa entre líderes do tráfico na região, até por características comuns a essas ações, como duplas de assassinos em motos. O uso de armas de grosso calibre abre espaço para ambas as possibilidades.
Procurado, o delegado Waldomiro Bueno Filho, do Deinter-6 (região responsável pela Baixada Santista), disse que todas as hipóteses estão em investigação.
De acordo com o major José Messina Filho, comandante interino do 21º Batalhão da PM, com sede no Guarujá, a PM não recebeu nenhuma notificação oficial da Polícia Civil. Ele afirma que a PM já recebeu denúncias anônimas que apontavam o envolvimento de policiais militares e as informações foram passadas para os responsáveis pela investigação. Segundo ele, a PM abrirá apuração quando tiver elementos oficiais.

Justiça Militar decreta prisão de 12 PMs acusados de envolvimento em morte de motoboy

Notícia - Portal Folha Online - 28/04/2010 

 Justiça Militar decreta prisão de 12 PMs acusados de envolvimento em morte de motoboy  

colaboração para a Folha

  

A Justiça Militar decretou na tarde desta quarta-feira a prisão temporária de 12 policiais militares acusados de participarem da tortura e morte do motoboy Eduardo Luiz Pinheiro dos Santos, 30, no último dia 9, na zona norte de São Paulo.

   

Após prisão de PMs, comandante geral defende direitos humanos

 

 

   

Eles são acusados de homicídio, formação de grupo para prática de violência no quartel da PM e prevaricação, já que alguns dos policiais não participarem diretamente da agressão, mas também não impediram o crime.

  

Nove dos 12 policiais estavam na sede da Corregedoria da PM, sob prisão administrativa que venceria hoje.

  

O major Marcelo Nagy, porta-voz da corregedoria, afirmou, por meio de nota, que a prisão temporária, foi solicitada pelo órgão. "A prisão serve para continuar com as investigações e não prejudicar a Polícia Militar e a família da vítima", disse em nota.

  

Os policiais serão transferidos ainda hoje para o presídio da PM, na zona norte da cidade.

  

Crime

  

O motoboy Eduardo Luís Pinheiro dos Santos morreu após ser espancado. Horas antes, na noite de 9 de abril, ele havia sido detido com outras três pessoas pelos policiais que foram atender uma ocorrência de furto de bicicleta na esquina da rua Maria Curupaiti com a avenida Casa Verde (zona norte de São Paulo). Segundo a corregedoria da PM, os suspeitos foram levados para o batalhão da PM ao invés de irem para a delegacia.

  

No mesmo dia, por volta da meia-noite, a vítima foi encontrada caída no chão por outros policiais na esquina da rua Voluntários da Pátria com a avenida Brás Leme, também na zona norte. O homem foi levado a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos.

  

Os nove policiais militares suspeitos de envolvimento na tortura e assassinato do motoboy negaram ter cometido o crime. Nos depoimentos prestados à Corregedoria da PM, todos disseram que a vítima foi morta depois que deixou as dependência da 1ª companhia do 9º batalhão localizado no bairro Casa Verde.

  

O secretário de segurança pública Antônio Ferreira Pinto determinou que as polícias Militar e Civil façam a mais rigorosa apuração dos fatos na esfera administrativa e penal. Ferreira Pinto também declarou que não tem dúvidas de que a morte do motoboy foi resultado das torturas que ele sofreu de policiais militares.