Políticas Públicas

Doria promete acabar com a Cracolândia neste semestre.

Com a implementação do programa Redenção até junho, o tucano disse que os dependentes químicos não ficarão mais na rua.

 

Publicado por Exame.com em 7 de fevereiro de 2017.

 

 O prefeito de São Paulo João Doria (PSDB) prometeu nesta terça-feira, 7, acabar com a cracolândia da região da Luz, no centro da capital, ainda neste semestre.

 

Com a implementação do programa Redenção até junho, o tucano disse que os dependentes químicos não ficarão mais na rua.

 

Segundo Doria, a remoção será feita de forma “humanitária” e terá também um caráter contínuo, para evitar o retorno dos usuários de droga às ruas.

 

“Não vão ficar na rua. Eles receberão o tratamento clínico necessário e o atendimento social que devem ter”, afirmou o prefeito, após uma reunião de duas horas e meia na Secretaria da Segurança Pública. Para o tucano, a presença de dependentes químicos nas ruas do centro é “uma imagem ruim para as pessoas, para a cidade e para o Brasil”.

 

“Esta imagem, nós esperamos que dentro em breve seja algo do passado. E que as pessoas que ali estão, como psicodependentes, possam ter o seu atendimento clínico, o resgate da própria vida, uma oportunidade ao emprego e, com isso, a chance de cidadania que hoje não têm, infelizmente”, disse, complementando que os criminosos da cracolândia “terão a força da lei” e serão presos.

 

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Doria congela R$ 2,6 bilhões da saúde e educação

Gestão Doria afirmou que o contingenciamento foi necessário por causa de "falhas" deixadas no Orçamento elaborado pela gestão Fernando Haddad.

Por: Exame.com 1 de Fev de 2017.

A gestão João Doria (PSDB) dobrou o porcentual de recursos congelados para custeio da Educação neste ano, atingindo R$ 1,28 bilhão, e multiplicou por quatro o contingenciamento do custeio da área da Saúde, chegando a R$ 1,38 bilhão. A decisão foi publicada em decreto no Diário Oficial da Cidade.

Em 2016, 11% dos recursos da Educação haviam sido congelados. Neste ano, foram 28,5%. Já na Saúde, neste ano foram suspensos 20,7% dos gastos, ante 4,85% em 2016.

Por meio de nota, a administração Doria afirmou que o contingenciamento foi necessário por causa de “falhas” deixadas no Orçamento elaborado pela gestão Fernando Haddad (PT) e foi feito para conseguir um “congelamento linear” (em todas as secretarias) de 25%.

Os valores congelados são das dotações que incluem compra de material e outras despesas, como a operação das escolas e o pagamento da rede conveniada, mas sem contar gastos com pessoal e investimentos. 

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Doria busca apoio da Câmara para privatizações

Câmara de Vereadores volta aos trabalhos hoje, em sessão que deve ser voltada para discussões de propostas do Executivo

Por Exame.com 1 de Fev de 2017.

Com a presença do prefeito João Doria (PSDB), a Câmara Municipal abre os trabalhos do ano nesta quarta-feira, 1º, às 15 horas, com a primeira sessão plenária desta legislatura, que não será diferente das últimas.

Assim como ocorreu durante os mandatos de Fernando Haddad (PT) e Gilberto Kassab (PSD), os projetos do Executivo devem dominar a pauta dos vereadores.

A principal missão da base aliada já está definida: aprovar o mais rápido possível os projetos de lei que liberam o pacote de desestatização de Doria.

A venda dos complexos de Interlagos e do Anhembi, assim como os planos de conceder o Estádio do Pacaembu à iniciativa privada, dependem do aval da Câmara.

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Governo inicia obras de complexo habitacional do centro de SP

A obra terá o objetivo de revitalizar a região com o fluxo de moradores dos oito blocos e dos clientes dos comércios instalados no Complexo Júlio Prestes.

Fonte: Agência Brasil, 23 Jan 17

Começaram hoje (23) as obras do Complexo Júlio Prestes, localizado na região central da capital paulista. Com 1.202 apartamentos, creche e lojas ao lado da Sala São Paulo, o complexo abrigará ainda a nova sede da Escola de Música Tom Jobim.

A obra terá o objetivo de revitalizar a região com o fluxo de moradores dos oito blocos e dos clientes dos comércios instalados no local. 

O projeto será viabilizado por meio da Parceria Público Privada da Habitação do Centro (PPP da Habitação do Centro). A conclusão das obras está prevista para 36 meses. 

No total, além do Complexo Júlio Prestes, a PPP do Centro da Capital prevê a construção de 3.683 moradias, das quais 2.260 são de habitação de interesse social e 1.423 são de habitação de mercado popular.

Os investimentos da iniciativa privada serão de R$ 919 milhões e a participação do estado será de R$ 465 milhões divididos ao longo de 20 anos. A contrapartida máxima anual é de R$ 83 milhões.

“Esse é um grande programa habitacional, queremos trazer de volta as pessoas para morar no centro e aproximar do trabalho. O prazo de entrega é de 36 meses, mas pretendemos entregar as primeiras unidades com 18 meses. É um projeto urbanístico e arquitetônico muito bonito para revitalizar e trazer as pessoas para morar novamente no centro”, disse o governador do estado de São Paulo Geraldo Alckmin.

Quando questionado sobre a proximidade do residencial à área chamada de Cracolândia, onde há uma grande concentração de traficantes e usuários de droga, Alckmin destacou que é preciso confiar nos programas atuais de recuperação do estado e da prefeitura, o Recomeço e o Redenção.

“É preciso procurar as pessoas, dar a mão, ajudar, oferecer o atendimento. Até a concessionária pode contratar as pessoas que puderem, os ex-dependentes, moradores em situação de rua e vamos trabalhando. De um lado é combater o tráfico e de outro ajudar quem precisa. Aqui vai resolver, eu tenho certeza. O caminho para revitalizar o centro é trazer as pessoas de volta para morarem”. 

Para ler a matéria na Íntegra, acesse: http://exame.abril.com.br/brasil/governo-inicia-obras-de-complexo-habitacional-do-centro-de-sp/ 

 

Planejamento urbano e acesso ao transporte também afetam a saúde mental


ArchDaily
16:00 - 12 Janeiro, 2017
por Sergio Trentini

A cidade pede atenção, os carros pedem passagem, o barulho invade o espaço físico e mental. Nenhum desses pedidos vem com aviso prévio e muitas vezes sequer são percebidos. O cenário urbano infiltra-se na rotina por todos os lados e vieses. Ainda que esses elementos passem despercebidos ou assimilados de forma natural, eles requerem atenção e esforço mental. Isso, somado à perspectiva de que 70% da população esteja morando nas cidades até 2050, faz com que cada vez mais sejam feitos estudos que refletem a relação entre planejamento urbano, arquitetura e saúde mental.

Os estudos somam esforços para entender como a vida urbana afeta o desenvolvimento cognitivo dos habitantes e qual o papel da cidade no desenvolvimento de transtornos mentais. Por outro lado, existem também pesquisas que pontuam os aspectos positivos dos centros urbanos. Elas analisam a inter-relação entre a vida humana e o ambiente que escolhemos para morar, do estresse causado por engarrafamentos até o bem-estar proveniente da arborização urbana.

O cérebro se adaptou às cidades

A igual divisão entre o espaço rural e urbano que o povo Himba tomou, na Namíbia, serviu como base de estudo para cientistas da Universidade de Londres. Em um dos experimentos, os pesquisadores empregaram uma tarefa básica de atenção espacial. Todos os participantes precisavam seguir um alvo em uma tela, indicado por setas, e deveriam ignorar as setas que apontavam em outras direções. Os habitantes que habitavam a zona rural ou mais remota apresentaram mais foco durante a tarefa.

A conclusão dos cientistas foi que o cérebro das pessoas que vivem no interior parece pronto a focar imediatamente em uma tarefa apresentada. Em contrapartida, os habitantes da cidade mostram-se preparados para explorar o cenário em constante mudança da vida urbana. Essa distinção, no entanto, demonstra apenas como a cidade condiciona seus moradores a funcionarem de maneira diferente.

Existem, como essa, diversas outras análises sobre o ambiente urbano. Estudos sobre a densidade, o uso do solo, a segurança viária, o desenho urbano e o impacto dos transportes tendem a apresentar bons resultados no ramo da saúde em geral, seja em impactos sociais ou econômicos, mas são poucos os estudos que levam em conta a saúde mental. Existem aprofundamentos que levam em conta a poluição sonora e visual e a falta de acesso a espaços verdes e o impacto que isso causa para o bem-estar das pessoas.

Essa foi a premissa adotada por um grupo de pesquisadores italianos para analisar a relação entre o ambiente urbano e o impacto na saúde mental dos habitantes. Independentemente dos papéis desempenhados pelos bairros e a desvantagem social individual. A análise foi feita a partir das variações na prescrição de antidepressivos em relação às dimensões específicas do ambiente construído em volta – densidade urbana, uso misto do solo, áreas verdes, serviços públicos, acessibilidade por meio de transportes públicos.

As análises foram feitas em Turim, na Itália, e o resultado obtido sobre a incidência de sintomas depressivos entre os adultos, medida pela prescrição de antidepressivos, diminuiu com a melhoria de algumas características específicas do ambiente urbano. Mas, principalmente, aos efeitos da densidade urbana e da acessibilidade ao transporte público. Em ambos os casos, os efeitos foram mais evidentes entre as mulheres e os idosos.

Em conclusão, os resultados da pesquisa sugerem que a distribuição de receitas de antidepressivos é, além de outros fatores conhecidos, sim, influenciada por alguns componentes urbanos. Os elementos da saúde mental devem, portanto, ser levados em conta ao se pensar “políticas urbanas e investir na prestação de serviços que melhoram fatores de resiliência, acima de tudo, investir em uma boa rede de transportes públicos, de uma forma cuidadosa e igualitária em toda a cidade”, destaca o estudo.

Sobre as evidências que apontam efeitos maiores em mulheres e idosos, o estudo indica que deve ser dada atenção aos grupos socialmente vulneráveis. Serviços de acessibilidade e de transporte podem ser facilmente modificados pelos tomadores de decisão como uma medida de compensação quando é impossível fornecer um serviço igualitário para todos. No escopo das bicicletas, falamos sobre a desproporção entre homens e mulheres e como a infraestrutura urbana não é amigável o suficiente para que todas as mulheres se sintam encorajadas a pedalar pela cidade.

Cidades são estruturas complexas, tanto quanto o cérebro humano. No entanto, a identificação de alguns elementos estressantes no ambiente urbano, como a pouca densidade e a falta de acesso ao transporte público, pode ajudar a pensar cidades melhores para as pessoas. Esses elementos podem, portanto, ser levados em conta por urbanistas para beneficiar, a partir do planejamento urbano, a cognição e a nossa saúde mental. 

http://www.archdaily.com.br/br/802923/planejamento-urbano-e-acesso-ao-transporte-tambem-afetam-a-saude-mental