Categoria [Artigos e Pesquisas – OSP]

Representação de candidatos militares no Facebook: um estudo de caso dos deputados Pazuello e Zucco

O Brasil tem presenciado um aumento significativo no número de candidatos provenientes de instituições de segurança, particularmente das Forças Armadas, o que ressalta a crescente participação desses atores no cenário político nacional. Este ensaio tem como objetivo analisar a autorrepresentação dos deputados federais General Eduardo Pazuello (PL-RJ) e Tenente-Coronel Luciano Zucco (PL-RS), candidatos à reeleição e com vínculos militares, em suas interações nas redes sociais digitais. A investigação busca verificar se o conteúdo compartilhado nessas plataformas se alinha com suas pautas e comportamentos legislativos na Câmara dos Deputados. O ensaio concentra-se em avaliar a congruência entre a narrativa construída pelos candidatos nas redes sociais e suas ações efetivas no parlamento, a fim de determinar se a imagem projetada online reflete com precisão suas práticas políticas ou se é predominantemente uma estratégia eleitoral para atrair eleitores. Para tanto, adota-se uma metodologia de análise qualitativa das representações discursivas, fundamentada na teoria de Pierre Bourdieu, possibilitando uma avaliação crítica das mensagens disseminadas pelos candidatos em comparação com suas posturas e decisões políticas. Esta abordagem oferece uma reflexão detalhada sobre a coerência entre a presença digital e a atuação legislativa desses representantes das Forças Armadas.

Notas sobre as influências de Genealogia da moral na Sociologia 

Nesta resenha, além de apresentar sucintamente as três dissertações que compõem Genealogia da moral de Friedrich Nietzsche, procuro indicar – através de breve revisão bibliográfica – as repercussões desta obra na teoria sociológica. Independente de qualquer tentativa de rotulação e enquadramento de Nietzsche (como iconoclasta, reacionário, romântico, etc.), destacam-se as influências da obra em questão sobre inúmeros autores de distintas correntes e escolas do pensamento sociológico.

O que é “Narcoterrorismo”?

A entrevista é com Eduardo Dyna, mestre em Ciências Sociais e pesquisador do Observatório de Segurança Pública da Unesp. Em artigo recém-publicado, o pesquisador busca evidenciar a fragilidade no uso desses termos, e de que forma grupos políticos exploram as contradições na segurança pública em benefício próprio.

Dispositivos de sexualidade e midiatização: Uma análise foucaultiana sobre plataformas de conteúdo sexual digital

Este texto apresenta uma análise foucaultiana sobre o funcionamento de plataformas digitais de conteúdo sexual, como OnlyFans e Privacy, compreendendo-as como dispositivos contemporâneos de produção de subjetividades, governo dos corpos e gestão da sexualidade. A partir das contribuições de Michel Foucault e de estudos recentes sobre sociabilidade digital, midiatização e trabalho sexual, discute-se como essas plataformas articulam relações de poder, saber e economia, ao mesmo tempo que moldam novas formas de erotismo, identidade e autonomia. O trabalho destaca as experiências, motivações e desafios enfrentados por criadoras de conteúdo adulto, evidenciando tensões entre agência, precarização, estigma social e governamentalidade algorítmica. Por fim, apresenta uma proposta de pesquisa que combina etnografia digital e análise de discurso para investigar as dinâmicas sociotécnicas e políticas que estruturam o trabalho sexual plataformizado nas sociedades conectadas.

Narco-Estado, Narco-Terrorismo e o Crime Organizado: PCC, CV, TCP e Milícias

O objetivo central deste artigo é desnaturalizar os termos Narco-Estado e Narco-Terrorismo no contexto brasileiro, não se concentrando a realidade de outros países, para assim evidenciar sua fragilidade conceitual e os interesses dos agentes que os utilizam. Para isso, o texto propõe analisar o conteúdo epistêmico dos argumentos e discursos empregados pelos sujeitos que instrumentalizam seu uso, apontando suas falácias e limitações teóricas-analíticas.

Os 10 anos da chacina de Osasco e Barueri: Entre memórias, violências e luta

O dia 13 de agosto de 2025 é um marco para a história recente de São Paulo. Há 10 anos, ocorria um dos maiores massacres do Brasil, a chacina de Osasco e Barueri, que resultou na morte de 17 pessoas e outras 7 foram atingidas, além do medo e instabilidade que ocorreu nos dias seguintes para toda população periférica entre Osasco e Barueri. O Observatório de Segurança Pública e Relações Comunitárias da UNESP (OSP), traz neste breve artigo, uma contextualização da chacina de 2015, suas causas e consequências, além das memórias deste pesquisador que vos fala sobre aquela quinta feira sangrenta.

Decifrando o Primeiro Comando da Capital (PCC): História, Poder e Crime

Minicurso 26 – IV Diálogos sobre História – Ciclo de minicursos online da UFPR e UFTPR – 2025 INSCRIÇÕES para o minicurso 26: Evento grátis, online e com certificado. RESUMO: Este minicurso tem como objetivo investigar, sob a perspectiva…

“O PCC e o CV não querem um narco-estado. As condições atuais já são positivas para eles”

Os pesquisadores Vinícius Figueiredo e Eduardo Dyna, do Observatório de Segurança Pública e Relações Comunitárias, participaram de uma entrevista para o Jornal da UNESP, discutindo sobre temas relacionados as disputas entre o Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho, Segurança…

CPI das Bets: Cordialidade e obscenidade brasileira

A sessão da CPI das Bets, ocorrida em 13 de maio de 2025, protagonizada pela influenciadora digital Virgínia Fonseca, explicitou não apenas o vínculo entre o mercado de apostas e figuras públicas: revelou, de modo obsceno e cordial, o colapso simbólico das instituições políticas brasileiras. Este ensaio propõe uma leitura crítica do episódio a partir das noções de cordialidade (Holanda, 1995) e obscenidade (Marcuse, 2024), entendendo-as, no contexto brasileiro, como sintomas de um capitalismo periférico em estado avançado de decomposição e reestruturação.